A construção da identidade na educação infantil

Você já deve ter ouvido falar que a palavra “aluno” significa algo como sem luz, sem conhecimento. De acordo com essa falsa etimologia, o a- seria o prefixo de negação ao termo luno, que seria derivado da palavra latina lumini (luz). Mas não é bem por aí. Na verdade, o vocábulo alumnus, associado ao verbo alĕre que compreende a ideia de alimentar-se, já existia na língua e significa, por sua vez, aquele que se alimenta de conhecimento.

educação infantil

Essa confusão, não banal de sentidos, dá a ideia que a criança vai à classe sem nenhum conhecimento de mundo, mas sendo ela um sujeito social e não um mero receptor passivo. O que ela traz para a aula é de grande importância; somando isso ao que ela vai aprender, alimentar-se, com o auxílio de seu docente, terá participação ativa no seu próprio desenvolvimento para a construção de sua identidade como pessoa social e cultural.

A construção da identidade acontece a partir das relações com os grupos da sua convivência. Por isso, a escola tem uma forte contribuição, já que depois da família é o lugar de maior convício social dos pequenos.

Qual é a importância da construção da identidade na infância?

Este processo de relações é um motor fundamental no desenvolvimento de todo ser humano, pois na infância estamos mais motivados a aprender. Portanto, se dermos à criança um processo de socialização e aprendizagem rico em experiências, suas chances de uma melhor construção de identidade aumentarão, possibilitando que ela enfrente seu cotidiano com mais segurança e confiança.


As identidades na primeira infância são construídas a partir das experiências das crianças como sujeitos em convívio com o outro. Essas experiências desempenham um papel fundamental no processo de aprendizagem da criança e, portanto, na construção de sua subjetividade.

Em uma sociedade que preza tanto pela razão, que padroniza seu desenvolvimento, estabelece ideias universais e que não permite diversidade e pluralidade, a construção da subjetividade nas crianças implica a superação do tal indivíduo ideal buscado pela Modernidade. Sendo assim, as experiências que as crianças têm nos diferentes contextos que habitam, seja a casa ou bairro como um todo, permitem a configuração do eu e, à medida que se expande através das mais diversas interações, a criança encontra significados sociais, voltando-se para o nós.

É preciso, urgentemente, reconhecer que cada criança é um ser único com seu próprio ritmo de desenvolvimento, preferências, habilidades e necessidades, que são determinadas pelos mais diversos contextos em que vivem.

Como escola, o que podemos fazer para ajudar nesse processo?

É, sem sombra de dúvidas, importante criar um ambiente seguro para os alunos. Por isso, converse com eles e permita que se expressem, deixando, às vezes, por exemplo, que uma criança escolha a brincadeira do dia, possibilitando que outra decida na próxima vez. Estimule essas diferentes decisões e ensine que o respeito é a melhor saída.

Mantenha o ambiente livre de comparações. Não olhe para a sala como um lugar homogêneo, ela é um coletivo de alunos com diferentes vivências e opiniões. Portanto, respeite o ritmo de cada um, sem privilegiar um em detrimento do outro; estimule o bom convívio entre as crianças para que elas vejam que ninguém é melhor ou pior, só diferente.

Para isso é interessante explorar diferentes tipos de brincadeiras, jogos e atividades lúdicas no geral, como contar histórias de culturas diferentes, fazer bonecas e bonecos com biotipos diversificados, desenhar a família etc., mesmo que para alguns essas atividades, que direcionam os alunos para a construção da identidade, sejam apenas um simples passatempo. Dependendo da forma que essas atividades são praticadas, elas podem despertar não só a imaginação, como o senso crítico. Afinal, quando falamos sobre subjetividade e sobre aflorar o processo de identidade de cada um, é impossível não trazer as artes para dentro da sala!

Pontos Finais

A diversidade é vista como condição inerente aos seres humanos; com a criança não seria diferente: cada uma tem sua própria maneira de pensar, sentir e agir. Isso está ligado às diferenças de habilidades e interesses e, é preciso reconhecimento do próprio progresso, livre de rótulos, para promover o reconhecimento proativo desde a infância. Portanto, é necessário romper com os modelos educativos tradicionais, centrados na aquisição de conhecimentos, e avançar para um modelo centrado na criança, reconhecida como detentora de saberes e de múltiplas inteligências.

Em razão disso, nesse mais de meio século de trajetória, nós, da Escola Recanto de Fadas, prezamos pela formação integral dos nossos estudantes, contemplando, além das questões relacionadas à cognição e à organização curricular, os aspectos socioemocionais e do desenvolvimento motor.

Assim, as vivências cotidianas envolvendo teatro, jogos interativos, atividades lúdico-esportivas, competições acadêmicas, música, artes plásticas, e aplicativos, não são apenas diversão para os estudantes, mas sim ferramentas auxiliares nesse processo do descobrimento do eu e da sociedade que o cerca.

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